Mostrar mensagens com a etiqueta banda desenhada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta banda desenhada. Mostrar todas as mensagens

28 de agosto de 2009

dale um abraço e um beijinho



Bai carta feliz buando
no bico dum passarinho
cando bires o meu amor
dale um abraço e um beijinho

A viagem a Vila Verde foi motivada por este livro, edição da Cooperativa Aliança Artesanal. A cidade é feíssima e totalmente descaracterizada, um outro Minho. Não há qualquer referência aos lenços dos namorados e tão-pouco se encontram lojas com produtos locais. Pelo contrário, abundam em Vila Verde as lojas de quinquilharias, sejam feitas cá ou na China. A muito custo e quase passando despercebida, lá encontrámos uma retrosaria que vendia lenços bordados localmente. Depois de ver esta notícia, resta a satisfação de saber estas peças protegidas.

Com orçamento limitado, recebi uma linda miniatura de um lenço dos namorados. E assim tenho finalmente o meu lenço! Nesta fase de enamoramento, gosto de olhar para ele, descobrir os detalhes dos pontos, adivinhar os pormenores da sua confecção. E de admirar a perfeição do bordado.


4 de maio de 2009

24 de julho de 2007

nananananana batman!


























Em 1986, Frank Miller (escrita) e David Mazzucchelli (ilustração) produziram uma reinterpretação inovadora da origem do Batman. Escrito pouco tempo depois de The Dark Knight Returns, a história dos últimos dias de Batman, Batman: Year One fundou uma nova visão da origem da personagem.

Bruce Wayne, 25 anos, único herdeiro da fortuna dos Wayne, regressa a Gotham City depois de passar doze anos a treinar artes marciais. Entretanto Gordon mudou-se com a sua mulher grávida para Gotham perseguindo uma carreira na força policial. Bruce prepara-se
para iniciar a sua luta contra o crime: faz uma reserva num hotel, tendo assim um álibi, e disfarça-se com uma cicatriz falsa. É fundamental não revelar a identidade. No entanto, a primeira missão foi coroada de insucesso: acaba esfaqueado e preso, tendo de fugir. Bruce chega a casa ferido e senta-se, esperando inspiração para criar algo que amedronte os criminosos e lhe dê vantagem no confronto directo. Nesse momento um morcego irrompe na sala e pousa (ou poisa?) numa das estátuas do seu pai. E aí surge a frase pinderico-americanoido-dramática que define o seu futuro: "Yes, I shall become a bat."

Houve rumores de uma adaptação ao cinema desta história, com argumento do próprio Frank Miller. Parece que isso ficou em águas de bacalhau. Dizem também que o último Batman que foi feito, Batman Begins, foi beber a inspiração a este álbum, embora só de raspão, acho.

Sempre fui fã do Batman. Talvez por ser um dos únicos super-heróis que não tem super-poderes - um herói apenas. E esta foi a minha última aquisição para a minha modesta (muito modesta) colecção de banda-desenhada.

6 de junho de 2007

o céu está a cair-me em cima!
























Dava jeito uma poção mágica, dava... Ou então um chuço*...

*A propósito, vale a pena ler este artigo, escrito há uns tempos por Valdemar Cruz no jornal Expresso.

10 de março de 2007

bilal
























A acção desenrola-se num futuro relativamente próximo, durante o século XXI. Nike Hatzfeld possui uma memória extraordinária que lhe permite recordar o passado até ao dia do seu nascimento. Mas esta memória excepcional não convém a toda a gente: a Obscurantis Order, uma organização sectária oculta que procura destruir O Pensamento, A Ciência, A Cultura e A Memória, procura Nike. Assim se inicia uma luta entre a Obscurantis Order e o FBII (Federal Bureau of International Investigation)...

La Tétralogie du Monstre, de Enki Bilal:
Le Sommeil du Monstre (1998)
Trente-deux Décembre (2002)
Rendez-vous à Paris (2006)
Quatre? (lançamento a 22 de Março de 2007)
Fonte: http://bilal.enki.free.fr


Rappelez-vous l'objet que nous vîmes, mon âme,
Ce beau matin d'été si doux:
Au détour d'un sentier une charogne infâme
Sur un lit semé de cailloux,

Le ventre en l'air, comme une femme lubrique,
Brûlante et suant les poisons,
Ouvrait d'une façon nonchalante et cynique
Son ventre plein d'exhalaisons.

Le soleil rayonnait sur cette pourriture,
Comme afin de la cuire à point,
Et de rendre au centuple à la grande Nature
Tout ce qu'ensemble elle avait joint;

Et le ciel regardait la carcasse superbe
Comme une fleur s'épanouir.
La puanteur était si forte, que sur l'herbe
Vous crûtes vous évanouir.

Les mouches bourdonnaient sur ce ventre putride,
D'où sortaient de noirs bataillons
De larves, qui coulaient comme un épais liquide
Le long de ces vivants haillons.

Tout cela descendait, montait comme une vague
Ou s'élançait en pétillant
On eût dit que le corps, enflé d'un souffle vague,
Vivait en se multipliant.

Et ce monde rendait une étrange musique,
Comme l'eau courante et le vent,
Ou le grain qu'un vanneur d'un mouvement rythmique
Agite et tourne dans son van.

Les formes s'effaçaient et n'étaient plus qu'un rêve,
Une ébauche lente à venir
Sur la toile oubliée, et que l'artiste achève
Seulement par le souvenir.

Derrière les rochers une chienne inquiète
Nous regardait d'un oeil fâché,
Epiant le moment de reprendre au squelette
Le morceau qu'elle avait lâché.

- Et pourtant vous serez semblable à cette ordure,
A cette horrible infection,
Etoile de mes yeux, soleil de ma nature,
Vous, mon ange et ma passion!

Oui! telle vous serez, ô la reine des grâces,
Apres les derniers sacrements,
Quand vous irez, sous l'herbe et les floraisons grasses,
Moisir parmi les ossements.

Alors, ô ma beauté! dites à la vermine
Qui vous mangera de baisers,
Que j'ai gardé la forme et l'essence divine
De mes amours décomposés!

Une Charogne, Charles Baudelaire