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3 de março de 2011

o discurso do rei




Depois do sucesso alcançado na Academia Americana de Cinema repensei ir ao cinema para o ver no dia combinado. Apenas um dia depois da euforia dos Óscares. Mas ainda bem que fomos.

6 de fevereiro de 2011

3x cinema



Não me lembro de quando nem porquê perdemos o hábito de ir regularmente ao cinema. Janeiro foi um mês de um novo regresso. Um bom regresso.


26 de outubro de 2009

as praias de agnès



Julho de 2009, Praia dos Alteirinhos.
Leio sobre o filme, as filmagens, o percurso até ao filme. O que a realizadora diz sobre o filme, as filmagens, a sua vida, a vida de quem com ela se cruzou, as suas influências, os seus gostos, os seus desgosto.
Fico a saber que terei que esperar até Outubro para ver o filme.
Esperei.
Hoje vi-o.
Valeu a pena esperar. Há uns anos aprendi com Agnès Varda os mil sentidos do verbo 'respigar'. Hoje aprendi que dentro das pessoas há paisagens*.
O filme acaba e o pano volta a subir. Oitenta vassouradas, mais uma imagem no espelho. Recordamos enquanto vivemos.

[*a minha é um rio de margens verdes e selvagens]

27 de agosto de 2009

da lista de idas ao cinema



Esta semana: Os limites do controlo. Ou "quantos filmes cabem dentro de um filme?". Pelas paisagens, pelas personagens, pelas histórias, pelas reflexões, vale a pena não perder.

Na calha: Sacanas sem lei e... Ponyo à beira-mar. O trailer já deixava adivinhar a mão do mestre mas ignorava a sua existência. E que estivesse em exibição em algumas salas aqui perto!

Talvez: Inimigos públicos, A idade do gelo 3: O despertar dos dinossauros e Up (+ Parcialmente Nublado). É que em Setembro recomeça o ciclo "Um ano de Cinema(s)".

7 de junho de 2009

cinema de animação



Fomos ver "O Esquilo Preguiçoso", uma curta-metragem de animação realizado pela minha afilhada, irmão e restantes colegas do Workshop de Cinema de Animação da Casa da Esquina. O filme estava muito bem feito, com bonitas personagens e adereços de plasticina, uma história coerente e interpretações muito profissionais!
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O espaço, a Casa da Esquina, é muito bonito, com um interior cuidadosamente tratado e promete um novo dinamismo à cidade. Que bom!


(luta de pufs, uma boa despedida do workshop :)

29 de março de 2009

razões para ir ao cinema

- Relaxar, descontrair?

Ok, não é habitual, mas de vez em quando é razão que chegue. E assim hoje vi o Vicky Cristina Barcelona. Em parte por isto ou isto, não levava qualquer expectativa além de uns quantos minutos light. Assim foi.

9 de março de 2009

de vez em quando vamos ao cinema

Um post da série "para-mais-tarde-recordar".
No último mês (mês e meio?) vimos três filmes. Três filmes sobre a miséria humana, ou variações sobre a miséria humana.

Slumdog Millionaire
, gostei muito e recomendo. Milk, idem, ibidem.

The Wrestler. Bom, se conseguir passar além dos tempos infinitos daquelas lutas sado-masoquistas, reconheço que o filme é bonito e o trabalho dos actores muito bom. Mas parece-me que dificilmente o farei. Definitivamente, considero isso do wrestling um hino à estupidez humana.

24 de janeiro de 2009

Skolimowski e Fincher

Ou as nossas noites de 2009 em frente ao grande ecrã. Para mais tarde recordar (agora que já não guardo obsessivamente todos os bilhetes!)...

"Quatro noites com Anna" e "O estranho caso de Benjamin Button".

O primeiro, um relato triste e sombrio da existência de Okrasa, da sua imbecilidade inocente, da sua estranha e doentia obsessão pela enfermeira Anna. Gostei do filme sobretudo porque a forma como a história nos é contada faz sobressair a compaixão em vez do repúdio que aquela invasão de privacidade devia fazer prevalecer.
Quanto ao segundo, gostei da originalidade de vermos uma vida em retrocesso biológico, da bailarina Blanchet e da fotografia das suas cenas (como essa foto que escolheste, prima), da caracterização. Mas não me impressionou ao ponto de ver justificadas as 13 nomeações para os oscares da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

9 de novembro de 2008

penitências


Para quê ir a Fátima a pé quando se pode ir ao cinema a um shopping concorrido, num sábado de Novembro à noite?
Mas enfim, promessas são promessas, e cumprem-se mesmo com 3 meses de atraso. E assim lá fomos ver o filme que ela tanto queria e tanto apreciou. São minutos bem-disposto e coloridos, onde brilha uma grande senhora. E que vontade de voltar às ilhas gregas!!

Ah, e um grande bem-haja a quem encontrou o meu xaile preto. Foi um prazer encontra-lo guardado, à minha espera, no balcão das informações :)

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De outros fins-de-semanas, o último dos irmãos Coen e uma pérola desconcertante encontrada na 9ª Festa do Cinema Francês.
Gosto de ir ao cinema. Gosto mais quando vou ao cinema no último reduto sossegado desta cidade, apesar do desconforto das cadeiras.

9 de julho de 2007

tarantino à prova de morte
























Quentin Tarantino e Robert Rodriguez dividiram a direcção de uma longa metragem - Grindhouse, como homenagem ao estilo - que nos planos iniciais seria dividida em dois capítulos, de uma hora cada, um dirigido por Tarantino - Death Proof - e outro por Rodriguez - Planet Terror. Os filmes simulam a sensação de se assistir a filmes de terror produzidos nos anos 70, com direito a riscos na imagem e falhas na cor e som. Aparentemente, depois dos resultados de bilheteira nos EUA ficarem aquém do esperado, foi decidido separar os capítulos em duas extended versions e que seria assim que estreariam nos restantes países. Por cá Death Proof estreia no dia 19 Julho enquanto que Planet Terror chegará apenas a 27 de Setembro.

Como sou um gajo fixe (isso e também porque em França o filme já estreou) já tive a oportunidade de visualizar (é assim que se diz agora, certo?) a parte do Quentin. Death Proof conta a história de um duplo em filmes de segunda categoria, Kurt Russel, que usa o seu carro à prova de morte como veículo de socialização. O melhor que posso dizer do filme é que não fiquei nada desiludido (e a fasquia depois de Kill Bill - e já agora de Jackie Brown e Pulp Fiction - estava bastante elevada). Ainda por cima a banda sonora mantém a qualidade dos predecessores (uma amostra aqui). Pergunto-me apenas onde foram parar os falsos trailers que separavam os dois capítulos na versão original.

2 de abril de 2007

ficção

















Vincent: Want some bacon?
Jules: No man, I don't eat pork.
Vincent: Are you Jewish?
Jules: Nah, I ain't Jewish, I just don't dig on swine, that's all.
Vincent: Why not?
Jules: Pigs are filthy animals. I don't eat filthy animals.
Vincent: Bacon tastes gooood. Pork chops taste gooood.
Jules: Hey, sewer rat may taste like pumpkin pie, but I'd never know 'cause I wouldn't eat the filthy motherfucker. Pigs sleep and root in shit. That's a filthy animal. I ain't eat nothin' that ain't got enough sense enough to disregard its own faeces.
Vincent: How about a dog? Dogs eats its own feces.
Jules: I don't eat dog either.
Vincent: Yeah, but do you consider a dog to be a filthy animal?
Jules: I wouldn't go so far as to call a dog filthy but they're definitely dirty. But, a dog's got personality. Personality goes a long way.
Vincent: Ah, so by that rationale, if a pig had a better personality, he would cease to be a filthy animal. Is that true?
Jules: Well we'd have to be talkin' about one charmin' motherfuckin' pig. I mean he'd have to be ten times more charmin' than that Arnold on Green Acres, you know what I'm sayin'?

John Travolta e Samuel L. Jackson em Pulp Fiction (Quentin Tarantino, 1994)

11 de março de 2007

98 anos e pronto para as curvas


















"Não se trata nem de um filme científico, histórico ou patriótico, nem de carácter propriamente biográfico, mas sim de uma ficção de teor romanesco, evocativa da grandiosa gesta dos Descobrimentos Marítimos em si, com a novidade lógica de que, afinal, Cristóvão Colombo era português, nascido na vila alentejana de Cuba e, por tal razão, ter dado à maior ilha por ele descoberta no mar das Antilhas o nome da sua terra natal – Cuba."
Manoel de Oliveira

Fonte: http://www.publico.clix.pt
Fotografia de Pedro Ferreira, aqui

10 de março de 2007

enki
























Nova Iorque, 2095.
Dentro de uma pirâmide flutuante sobre Manhattan, os deuses do antigo Egipto julgam Horus, um deus com corpo de homem e cabeça de falcão. Em baixo, na cidade, existe uma misteriosa mulher de cabelo azul que derrama lágrimas azuis, Jill Bioskop. Ela não sabe mas o deus Horus cruzou todo o universo para a conhecer. Horus foi condenado à morte pelos seus pares e tem sete dias de vida, sete dias para encontrar Jill no meio da confusão da cidade, seduzi-la e possuir o seu corpo. Só ela tem capacidade de engravidar de um deus, o que concederia a imortalidade a Horus. Para o conseguir, Horus toma o corpo de Nikopol, um prisioneiro político que foi congelado há trinta anos por saber demais e acabou de fugir. Horus, Nikopol e Jill...

Immortel (Ad Vitam), um filme de Enki Bilal, 2004
Fonte: http://www.immortel-lefilm.com


Le vin sait revêtir le plus sordide bouge
D'un luxe miraculeux,
Et fait surgir plus d'un portique fabuleux
Dans l'or de sa vapeur rouge,
Comme un soleil couchant dans un ciel nébuleux.

L'opium agrandit ce qui n'a pas de bornes,
Allonge l'illimité,
Approfondit le temps, creuse la volupté,
Et de plaisirs noirs et mornes
Remplit l'âme au delà de sa capacité.

Tout cela ne vaut pas le poison qui découle
De tes yeux, de tes yeux verts,
Lacs où mon âme tremble et se voit à l'envers...
Mes songes viennent en foule
Pour se désaltérer à ces gouffres amers.

Tout cela ne vaut pas le terrible prodige
De ta salive qui mord,
Qui plonge dans l'oubli mon âme sans remords,
Et charriant le vertige,
La roule défaillante aux rives de la mort!

Le Poison, Charles Baudelaire

4 de março de 2007

fantasporto 2007: e o vencedor é...


















El Laberinto del Fauno situa-nos em 1944, quinto ano de paz, e conta a apaixonante viagem de Ofelia, uma menina de 13 anos que se muda com sua mãe, Carmen, em avançado estado de gravidez, para uma pequena aldeia onde está destacado Vidal, um cruel capitão do exército franquista, novo marido de Carmen, por quem Ofelia não sente afecto algum.

A missão de Vidal é acabar com os últimos focos de resistência republicana, escondida nas montanhas da região.

Também ali se encontra o moinho onde Vidal tem o seu centro de operações. Ali aguardam-nos Mercedes e o doutor que se encarregará do delicado estado de saúde de Carmen.

Uma noite, Ofelia descobre as ruínas de um labirinto onde se encontra com um fauno, uma estranha criatura que lhe faz uma revelação incrível: Ofelia é na realidade uma princesa, última da sua linhagem, pela qual os seus esperam há muito tempo. Para poder regressar ao seu reino mágico, a menina deverá enfrentar três provas antes da lua cheia. No decurso desta missão, fantasia e realidade abraçam-se dando origem a uma maravilhosa história onde a magia que rodeia Ofelia nos transporta para um universo único, cheio de aventuras e emoção.

El Laberinto del Fauno, um filme de Guillermo del Toro
Fonte: http://www.ellaberintodelfauno.com