girl behind bars or the day I ended up in jail


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* modificado do MACBA, Barcelona.
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De repente tudo se resolveu. Em 24 horas passei de estudante imberbe a investigador, com direito a salário para os próximos anos e tudo. Um segredo: não muda nada, continuamos a ser os mesmos idiotas de sempre. Agora Doutor Idiota, se faz favor.
E que bonita foi a festa pá! Obrigado a todos os que estiveram comigo pessoalmente, por telefone, e-mail, sms ou outro meio qualquer. Era só pela rapioca que ansiava passar as provas.
Siga a pândega!
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Infelizmente cheguei atrasado à festa*. No entanto, no dia 4 de Dezembro haverá uma reprise no singular, depois de uma humilhação pública. Vai ser só rir! Estão todos convidados**!
*Em Morelia, Michoacán, México. Fotografia do original aqui.
**As três pessoas que lêem este blog, nas quais tu te incluis obviamente.
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Um, dois... três!
Três anos a reinar no seu mundo. E no nosso também!
Parabéns!
Crédito dos desenhos, June Chung.
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A Assembleia da República rejeitou os projectos de lei apresentados pelos partidos BE e PEV que tornariam legal o casamento homossexual, sem adopção (PEV) ou com plena igualdade de direitos relativamente ao casamento heterossexual (BE), o único actualmente previsto na lei.
Não sendo particularmente instruído em matérias constitucionais, parece-me que os nossos deputados não prestaram a devida atenção ao artigo 13º da Constituição da República Portuguesa. Longe de mim, um néscio iletrado, pretender dar lições de governação aos nossos doutos representantes parlamentares. Mas o tal artigo 13º, curiosamente denominado "Princípio da Igualdade" (a Constituição Portuguesa... como hei-de dizer... faz rir), refere no seu primeiro ponto que (cito do Portal do Governo) "Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei". E continua no segundo acrescentando que "Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual".
De facto a linguagem constitucional não é de entendimento fácil, talvez por utilizar essa língua bizarra: o português. Não se preocupem os nossos heróis de S. Bento, eu faço um desenho.
Então, devagarinho para não perder o raciocínio, o que diz na constituição é que (as carinhas sorridentes mostram cidadãos felizes, mas este princípio basilar do nosso Estado de direito aplica-se também aos menos felizes e mesmo aos tristes)
Então (e aqui vem o passo complicado),
Perceberam desta vez?
Então vá, sábios do semi-círculo, voltem a sentar a real peida no veludo suave das cadeiras parlamentares e desta vez ponham-se em pé na altura certa. Não custa nada! Só se acharem que este não é o momento ideal para... Que estupidez! A vossa hipocrisia nunca voaria tão alto!
PS: O Manuel Alegre continua a mostrar que não é um político castrado.
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Reagir com um encolher de ombros às imposições injustas da sociedade e do poder parece ser a característica dominante de algumas gerações. Não pretendo que a minha seja assim. No entanto, sinto um sorriso estúpido e inerte na cara. Igual ao dos que encolhem os ombros. Porque hoje foi a Concentração Nacional de Bolseiros de Investigação pela proposta de alteração do estatuto do bolseiro. E eu não fui.
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Matias, Christel, David e Sonia. Pessoas numa casa. Uma família.
Un port est un séjour charmant pour une âme fatiguée des luttes de la vie. L’ampleur du ciel, l’architecture mobile des nuages, les colorations changeantes de la mer, le scintillement des phares, sont un prisme merveilleusement propre à s’amuser les yeux sans jamais les lasser. Les formes élancées des navires, au gréement compliqué, auxquels la houle imprime des oscillations harmonieuses, servent à entretenir dans l’âme le goût du rythme et de la beauté. Et puis, surtout, il ya une sorte de plaisir mystérieux et aristocratique pour celui qui n’a plus ni curiosité ni ambition, à contempler, couché dans le belvédère ou accoudé sur le môle, tous ces mouvements de ceux qui partent et de ceux qui reviennent, de ceux qui ont encore la force de vouloir, le désir de voyager ou de s’enrichir.
Le Port
Le Spleen de Paris, XLI
Charles Baudelaire
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Etiquetas: imagem, música, pequenas e grandes viagens, pessoas, prosa

Esta fotografia, tirei-a da janela do meu quarto. Só consegui apanhar uma lua e duas estrelas. Mas não se deixem enganar, havia muitas mais! Estrelas, claro. Consegui contar umas dez! Mas já ouvi dizer que são mais de vinte! Não sei se acredito... Lua dizem que só há uma. Mas posso desenhar mais…
O meu pai diz que nos desenhos tudo pode acontecer. E dá o exemplo do Super-Homem, que voa mas não existe. Mas ainda no outro dia o vi na televisão! De carne e osso. Digo que sim ao meu pai para ele não ficar triste mas acho que devia arranjar outro exemplo. E a lua é a mesma coisa: basta empurrar o meu olho um bocadinho com o dedo e vejo logo duas. Acho que estão sempre lá, mas uma escondida atrás da outra a descansar. E vão trocando. Mas muito depressa para ninguém ver! Sei que isto é verdade porque me disse o meu amigo João. E ele sabe tudo: o pai dele é presidente da junta. Não sei o que é mas deve ser importante. O meu pai diz que ele é um borra-botas. Também não sei o que quer dizer, mas se calhar passa a vida a pisar cocó.
No outro dia também pisei cocó. A minha mãe disse que dava sorte. Isto é como o meu pai diz: não há sorte sem sacrifício. Depois cheirava mal no carro. Mas já estávamos a vir embora. E nesse dia deitei-me tarde como os adultos! Eram vinte e três e vinte e três e ainda não tinha adormecido! Acho que adormeci pouco depois. Mas antes ainda tirei esta fotografia.
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Zef
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Etiquetas: escrevendo, imagem, música

Por existir me cegam,
Me estrangulam,
Me julgam,
Me condenam,
Me esfacelam.
Por me sonhar em vez de ser me insultam,
Por não dormir me culpam
E me dão o silêncio por carrasco
E a solidão por cela.
Por lhes falar, proíbem-me as palavras,
Por lhes doer, censuram-me o desejo
E marcam-me o destino a vergastadas
Pois não ousam morder o meu corpo de beijos.
Passo a passo os encontro no caminho
Que os deuses e o sangue me traçaram.
E negando-me, bebem do meu vinho
E roubam um lugar na minha cama
E comem deste pão que as minhas mãos infames amassaram.
Com angústia e com lama.
Passo a passo os encontro no caminho.
Mas eu sigo sozinho!
Dono dos ventos que me arremessaram,
Senhor dos tempos que me destruíram,
Herói dos homens que me derrubaram,
Macho das coisas que me possuíram.
Andando entre eles invento as passadas
Que hão-de em triunfo conduzir-me à morte
E as horas que sei que me estão contadas,
Deslumbram-me e correm, sem que isso me importe.
Sou eu que me chamo nas vozes que oiço,
Sou eu quem se ri nos dentes que ranjo,
Sou eu quem me corto a mim mesmo o pescoço,
Sou eu que sou doido, sou eu que sou anjo.
Sou eu que passeio as correntes e as asas
Por sobre as cidades que vou destruindo,
Sou eu o incêndio que lhes devora as casas,
O ladrão que entra quando estão dormindo.
Sou eu quem de noite lhes perturba o sono,
Lhes frustra o amor, lhes aperta a garganta.
Sou eu que os enforco numa corda de sonho
Que apodrece e cai mal o sol se levanta.
Sou eu quem de dia lhes cicia o tédio,
O tédio que pensam, que bebem e comem,
O tédio de serem sem nenhum remédio
A perfeita imagem do que for um homem.
Sou eu que partindo aos poucos lhes deixo
Uma herança de pragas e animais nocivos.
Sou eu que morrendo lhes segredo o horror
de serem inúteis e ficarem vivos.
Queixa e imprecações dum condenado à morte, Ary dos Santos
*Inúteis como os mortos é o título de uma peça de teatro escrita por Cunha de Leiradella em 1965.
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Zef
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rita
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Etiquetas: imagem, uma palavra em doze línguas

Awake.
Shake dreams from your hair, my pretty child, my sweet one
choose the day, and choose the sign of your day,
the day's divinity, first thing you see.
A vast radiant beach and cooled jeweled moon
couples naked race down by it's quiet side
and we laugh like soft, mad children,
smug in the wooly cotton brains of infancy.
The music and voices are all around us.
Choose, they croon, the Ancient Ones, the time has come again.
Choose now, they croon, beneath the moon, beside an ancient lake.
Enter again the sweet forest.
Enter the hot dream, come with us.
Everything is broken up and dances.
Indians scattered on dawn's highway bleeding.
Ghosts crowd the young child’s fragile eggshell mind.
We have assembled inside this ancient and insane theater
to propagate our lust for life and flee the swarming wisdom of the streets.
The barns have stormed, the windows kept
and only one of all the rest
to dance and save us from the divine mockery of words.
Music inflames temperament.
Oh great creator of being,
grant us one more hour
to perform our art and perfect our lives.
We need great golden copulations.
When the true king's murderers are allowed to roam free
a thousand magicians arise in the land.
Where are the feasts we were promised?
Thank you oh lord for the white blind light.
Thank you oh lord for the white blind light.
A city rises from the sea
I had a splitting headache
from which the future is made.
The Ghost Song, Jim Morrison/The Doors