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20 de fevereiro de 2011

o pescador

o pescador (the fisherman)
(em Sanur, Bali, Indonésia)

19 de fevereiro de 2011

metades de mim




Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que triste
Que a mulher que eu amo seja para sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
Mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflicta em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer
Porque metade de mim é plateia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.


[Oswaldo Montenegro]



4 de fevereiro de 2011

não sei por onde vou. não sei para onde vou. sei que não vou por aí!



É um exercício de optimismo. Até saber por onde e para onde vou, identifico os caminhos que não quero seguir.

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A foto: Leipzig (ou a viagem que me levou ao trabalho de laboratório muitos anos depois, num instituto com condições de trabalho -e lazer!- absolutamente incríveis)
O título: o incontornável Cântico Negro, do José Régio

14 de setembro de 2010

jakarta, o monstro




24 horas não chegam para julgar mas Jakarta apresentou-se como uma cidade de extremos, de contrastes, um postal do terceiro mundo. Dificilmente nos preparamos para tanta miséria, que é a miséria de tantos.



bali, a bela




Algumas das muitas fotografias que tirámos. Queríamos trazer tudo connosco: as paisagens, as pessoas, as cores, os cheiros, a luz, a paz, a confusão. Todos os detalhes de um lugar e de um povo tão diferentes.

O meu mundo ficou um bocadinho maior. E mais bonito.

[mais fotografias já estão aqui; outras talvez só apareçam por ]



8 de março de 2010

ser mulher



Mulheres que nas orações são remetidas para zonas minúsculas e tapadas. Mulheres tapadas até aos pés com o lençol negro e sombrio que é a burka ou simplesmente com casacos compridos e sem corte, lenços a esconder os cabelos e parte do rosto. Mulheres na Turquia, aqui mesmo ao lado.

Tanto caminho que já se percorreu, tanto que ainda falta andar...


ayasofya





Basílica de Santa Sofia
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istambul




Três dias e uma noite num pedaço de terra que nos desperta os cinco sentidos. Não fora o planeta tão recheado de pedaços que adivinho igualmente tentadores, faria já planos para regressar a Istambul.

Neste post, imagens avulsas de Sultanahmet.



17 de fevereiro de 2010

em movimento




De Porto-S.Bento até Lisboa-Oriente, sem passar pela casa de partida. Pena mesmo é ter que fazer a viagem em sentido inverso...

Uma viagem de estudo não tem que ser só estudo. Esta incluiu, entre as outras coisas, matar saudades do mano, do P.* e da C., conhecer um café/restaurante/galeria/espaço absolutamente lindo, reencontrar ruas preenchidas e lembrar-me que nunca a levei a ver aquele Portugal dos pequeninos lisboeta que é a frente ribeirinha de Belém.

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*E foi também deliciar-me com a imponência e os detalhes do edifício onde o sua criatividade passa a comunicação. Talvez já devesse saber, mas fiquei a saber que a Flatland vive na antiga sede das Porcelanas Vista Alegre.

15 de fevereiro de 2010

ela-menino | menino-ele


Barcelona, Setembro de 2009.

14 de fevereiro de 2010

azuis



Os azuis das portas em Cadaqués.
Nestes dias frios, sabe bem recordar passeios aquecidos pelo Sol.


31 de janeiro de 2010

toulouse




As fotografias possíveis de uma viagem curta e em estilo "missão científica".

Valerá a pena voltar e explorar com tempo as ruas estreitas com as suas placas bilingues, a lembrar a sua origem catalã, desfrutar das margens do Garronne e do canal do Midi, ver as pinturas das arcadas que rodeiam a Place du Capitole uma a uma, comprar fruta fresca no mercadinho ao lado da Place Wilson, andar de bar em bar, entrar nos vários restaurantes ou visitar as magníficas igrejas.

Se não chegar a voltar, gostei muito de visitar Toulouse. E de regressar a Carcassone e a um jantar de cassoulet.



6 de janeiro de 2010

2010



É só mais uma noite, uma desculpa para organizar um jantar ou uma pequena festa, uma imposição para nos divertirmos.
Não como passas, não peço desejos, não faço resoluções. Mas um novo ano chegou, cheio de dias para preencher. Que seja da melhor forma.

Everything is going to be alright, diz-me a entrada da Tate Britain.

Esperemos que sim.

1 de dezembro de 2009

28 de agosto de 2009

dale um abraço e um beijinho



Bai carta feliz buando
no bico dum passarinho
cando bires o meu amor
dale um abraço e um beijinho

A viagem a Vila Verde foi motivada por este livro, edição da Cooperativa Aliança Artesanal. A cidade é feíssima e totalmente descaracterizada, um outro Minho. Não há qualquer referência aos lenços dos namorados e tão-pouco se encontram lojas com produtos locais. Pelo contrário, abundam em Vila Verde as lojas de quinquilharias, sejam feitas cá ou na China. A muito custo e quase passando despercebida, lá encontrámos uma retrosaria que vendia lenços bordados localmente. Depois de ver esta notícia, resta a satisfação de saber estas peças protegidas.

Com orçamento limitado, recebi uma linda miniatura de um lenço dos namorados. E assim tenho finalmente o meu lenço! Nesta fase de enamoramento, gosto de olhar para ele, descobrir os detalhes dos pontos, adivinhar os pormenores da sua confecção. E de admirar a perfeição do bordado.


18 de maio de 2009

detalhes



Um fim-de-semana delicioso, esperado desde o Natal. O tempo esteve perfeito para caminhadas ao Sol, descanso na praia, petiscos na esplanada. Um Primavera esplendorosa, nas cores, cheiros, sons e na azáfama das aves e insectos.
A casa é linda, tal como as fotografias anunciam. Os anfitriões fizeram os resto: encheram-nos de mimos, pequenas surpresas que tornaram as boas vindas mais acolhedoras e nos proporcionaram o melhor pequeno-almoço de 2009. E em boa companhia.
Obrigada, S.!