14 de junho de 2008

12 de junho de 2008

rook* on the roof




















*Gralha-calva em Derry, Maio 2008 (fotografia usurpada à Rita e profanada por mim).

5 de junho de 2008

memory album




Chegar.
A casa de Palatine. As primas. As amigas da prima. As amigas e os amigos da prima. Um jantar, uma festa. Mercados, lojas, museus, exposições. Os livros e as várias faces do design chinês contemporâneo. Os 100 anos do plástico. E mais, muito mais. O eterno céu cinzento e a chuva teimosa. As pessoas coloridas, mascaradas, aperaltadas. A Super Bock na Favela (chic)! O dub da Fabric. Os parques. Os cemitérios de pedras desalinhadas. Church Street. Angel Street. Candid Arts Trust. O café, o cheesecake. Um salto à Tate Modern, o fim-de-semana era longo. O cabaret do Bistrotheque (não fiques triste ;). Regent Canal, um local sem mapas. Broadway Market. O sushi rotativo e o único café bom. Um autocarro de borla! The Shakespeare, com pizzas, sem quiz. Uma intenção de um Sonho num noite de Verão. O champanhe, o vinho e um Cosmopolitan. E o sorriso grande da prima. Ali ao lado, as ruas do Dickens. A animação nocturna em Shoreditch e no Soho. Brindes com champanhe, ao entardecer, junto ao Tamisa. Brindes à prima, no seu sítio de eleição. Vinte e dois metros de tecido e um de plástico. Uma grande caminhada a pé.
A casa de Palatine. Voltar.
Obrigada!



e vice-versa



(o primeiro saco reversível ;)

29 de maio de 2008

aviso















Obrigado.

Rua de José Falcão, Porto.

and now for something completely different

A reprodução no ornitorrinco não ocorre até este completar 7 anos. Isto deve-se em parte à incapacidade do macho em produzir esperma até essa idade. De facto, um ritual familiar muito comum nos ornitorrincos consiste em presentear o novo adulto com a primeira reprodução na festa do séptimo aniversário. No entanto, o conservadorismo, uma corrente com implantação crescente entre os ornitorrincos, leva por vezes a que a primeira reprodução aconteça mais tarde, por volta dos 7 anos e meio. Só os ornitorrincos chamados avant garde arriscam reproduções precoces. Para que a reprodução possa ocorrer, os órgãos reprodutivos quer do macho quer da fêmea terão de atingir a maturidade sexual, aumentando de tamanho. Alcançam o seu tamanho máximo entre Julho e Agosto, altura em que a cópula ocorre, também como processo termorregulador, porque no Inverno australiano parece que não mas às vezes levanta-se uma aragem fria. O corpo da fêmea adapta-se de modo a produzir o leite para as suas crias, a partir de dois mamilos (glândulas sudoríparas modificadas) localizados no seu abdómen, cercados de pêlo. Segundo foi dado a conhecer por investigadores da Universidade de New South Wales os ornitorrincos afirmam que "leite com sabor a suor? Primeiro estranha-se e depois continua-se a estranhar. Muito ornitorrinco troca a mãe por uma vaca". Pouco se sabe sobre o ritual de acasalamento do ornitorrinco, mas observações de animais em cativeiro forneceram algumas pistas relativamente a este processo. Começará, então, com um processo natatório em tudo semelhante a uma prova de natação sincronizada, mas sem molas no nariz, em que o macho e a fêmea se vão aproximando. Este comportamento é iniciado a maior parte das vezes pela fêmea, lambendo o pêlo em redor dos sovacos. Após esta demonstração de interesse em copular por parte da fêmea, o macho uiva incessantemente, batendo ritmadamente com a pata traseira na água, e agarra a cauda da nina com o bico, subindo parcialmente para as suas costas de modo a obter uma posição apropriada para a cópula. Ondula então a sua cauda em volta do abdómen da fêmea, de modo que o seu pénis, localizado na cloaca (cavidade única por onde urina, defeca e que serve como órgão reprodutor) possa ser introduzido dentro da cloaca feminina, num processo denominado "tentativa-erro". Se for bem sucedido, a fecundação ocorrerá. Se não for, dá-se a acção inversa à aqui exposta anteriormente, sendo caracterizada por uma ausência de acontecimento, ou seja, a fecundação não ocorrerá. Muitos ornitorrincos colapsam com a pressão.

Não se sabe ao certo o tempo durante o qual decorre a gestação. Umas vezes dura um mês, outras nove. A fêmea pode produzir entre um e três ovos simultaneamente. Há no entanto cloacas que aguentam com muito mais ovos, dependendo da sua elasticidade. Estes ovos têm entre 16 e 18 mm altura e 14 e 15 mm de largura. São semelhantes aos dos répteis, pegajosos, e com uma pele macia com o rabinho de um bebé. Uma vez postos os ovos, a mãe incuba-os na sua toca (com aproximadamente 30 cm de largura, feita com uma mistura de vegetação). Mas o ornitorrinco fêmea não tem uma bolsa, por isso coloca o seu corpo em volta dos ovos a fim de incubá-los, processo que dura aproximadamente 10 dias. Após este período nasce uma cria de ornitorrinco com cerca de 18 mm de comprimento. As crias alimentam-se do leite materno, durante 3 ou 4 meses. Quando saem da toca têm cerca de 80% do tamanho e 60% do peso de um adulto. Após abandonarem da toca continuam ainda a alimentar-se do leite materno. "Até cada vez mais tarde" afirmam alguns sociólogos.

Fonte: Wikipedia (salvo alguns pormenores).

PS. Quais são os sintomas da demência?

24 de maio de 2008

... e loisas




Sensação estranha, esta. Parece que a minha vida se transformou numa manta comida pela traça. E vou tentando reconstituí-la aos poucos, de buraco em buraco, como uma cerzideira dedicada. Manter os posts em função "querido diário" ajudava, não fosse dar-se o caso de raramente aqui escrever.

A Primavera que tarda em chegar, ou aparece de forma intermitente e muito, muito fugaz. E esta cidade, já de si tão triste e cinzenta, torna-se ainda mais triste e cinzenta. Como poderia dizer um provérbio, "no Porto, tudo é pardo". Para contrariar, dentro de casa multiplicam-se as cores. São as novidades no Pano, para consumo interno e para traduzir um grande "obrigada!".

Nas aulas de teatro, há textos já decorados, outros por aprender. Testam-se coreografias, tentam-se adereços. O espectáculo está marcado!
- e dele encontrei esta frase, que se cola a mim pelo efeito de um espelho: "As pessoas de quem gostámos e partiram amputam-nos cruelmente de partes vivas nossas, a a sua falta obriga-nos a coxear por dentro."

Dum outro fim-de-semana, um acordar de domingo ao som da música e da História de Babar e uma tarde espreguiçada nos jardins do Palácio de Cristal. As meninas fizeram ginástica, os manos lutaram e a minha bailarina não resistiu ao palco oferecido pela concha acústica: dançou, rodopiou, improvisou.
De outro fim-de-semana, Ibsen.



O Duarte já fez 9 meses e continua a deliciar-nos com um grande e entusiasmado sorriso cada vez que nos recebe.

E agora, enquanto a música toca no teu novo escritório, volto a um ritual quem me anima: os próximos dias serão passados em terras de sua majestade! De volta a Londres, para celebrar mais um aniversário da prima J.
I'll be there!

Antes de embarcar, há sopa para servir, hoje com a promessa de uma ajuda especial.


14 de maio de 2008

papel de janela



Faz-me confusão ver as casas com portas e janelas emparedadas. Aqui não sei se era bem esse o caso. De qualquer modo, gosto desta solução. Terá alguma coisa a ver com a proximidade com a FBAUP?
P'rá menina e p'ró menino!

12 de maio de 2008

tocar o mar vendo o sol intermitente
























- Devias olhar mais vezes para cima. Se o sol está intermitente a probabilidade de o ver é maior quanto mais olhares para cima. É uma verdade de La Palice.
- Talvez um dia, agora não tenho tempo. Ou então bloqueei. De qualquer forma neste momento não posso desviar o olhar.
- Pudesse o sol aparecer aí...
- Pois, a minha sorte é que aparece.

8 de maio de 2008

burel



Uma capucha das Capuchinhas. Assim, com a devida redundância.

7 de maio de 2008

dia da mãe



Foi o primeiro ano sem a minha bailarina. Apanhou-me flores na quinta dos avós e ofereceu-mas. Aconselhou-me a pôr um pouco de açúcar na água. Assim duram mais tempo.

Obrigada, meu amor! Esta, esta e esta são para ti.

uma palavra em doze línguas (#10)


nead
รังนก
nest
niu
Φωλιά
nidu
ninho
nesto
nest
nid

gniazdo