2 de agosto de 2008

artesanato português




Fomos à feira.
Há já alguns anos que não ia, desde que me cansei de ver mais do mesmo. Este ano regressámos mas a sensação mantém-se. Muito do mesmo, com alguma selecção de expositores questionável. O facto de se produzir peças à mão não deveria ser condição suficiente para expor numa feira que se promove como a "grande festa do Artesanato Português".
A organização peca ainda pela deficiente informação sobre os artesãos e pela confusão entre artesanato regional e origem do artesão que expõe: o que parece ser uma viagem pelo artesanato português acaba por ser uma mescla entre isso e a simples localidade de residência do artesão.

Críticas à parte, trouxemos para casa um lindo e absurdamente barato tapete de trapos para a cozinha (não perguntei o nome de quem os tecia e agora consigo encontrar essa informação no site da feira...), eu não consegui resistir a umas sandálias de couro perfeitas (feitas pelo simpático Sr. João Monteiro) e a minha menina ganhou uma nova bruxa (com um toque português no tecido da saia, uma reprodução das nossas chitas, que já usei no pano) e uma boneca que representa uma fiadeira da Beira Alta (feita pela simpática Sra. Teresa Sobral, com quem troquei dois dedos de conversa sobre a falta de livros que reúnam informação sobre os nossos trajes típicos, um tema que poderá dar para um outro post).



Outros pontos positivos:
- a exposição do programa Leader+ (embora o espaço que lhe foi destinado seja demasiado pequeno, as peças expostas são lindas)
- as jóias da Liliana Guerreiro (não sendo grande apreciadora/utilizadora de jóias, estas faziam-me converter)
- um pequeno livro sobre a história dos lenços dos namorado, editado por uma cooperativa de artesanato de Vila Verde, a Aliança Artesanal, que também os reproduz e vende (não o comprei porque entretanto me perdi de amores pelas sandálias...)

1 de agosto de 2008

seis




A minha afilhada faz hoje seis anos!
Sempre a rir, sempre pronta para um disparate, a sonhar com vestidos de princesas e tules de bailarinas.

28 de julho de 2008

no teu aniversário

Íamos, sem saber para onde,
Perseguidos por miragens de cidades
Derrotadas construídas no milagre,
Hortelã pimenta aos nossos pés,
As aves acompanhando-nos o voo,
E no rio os peixes à procura da nascente;
O céu, a nós se abrindo.

Arsenii Tarkovskii
(in '8 Ícones')


Ano após ano… Bom mesmo é estar ao teu lado e cantar-te ao ouvido…


22 de julho de 2008

dois séculos



Edifício situado na Rua José Falcão, Porto (da mesma fachada, esta e esta).
Tirada durante este passeio-caça.

21 de julho de 2008

duarte: onze meses



(a língua de fora é quase uma imagem de marca!)

amara



Uma pessoa muito especial. Tão genuína e transparente como todos os seus trabalhos.
Mais, aqui.

19 de julho de 2008

o regaço dela



(três bolas de meias encomendadas ao pano)

17 de julho de 2008

interrupção



Leio-me em todos estes dias que não escrevo aqui. Estranha sensação...

Depois chegou domingo. E quinze minutos de areia nos pés, a praia cheia, o sol do fim de tarde. Ela ficou, a aproveitar o Verão, as férias. A descansar das danças. A brincar.

14 de junho de 2008

12 de junho de 2008

rook* on the roof




















*Gralha-calva em Derry, Maio 2008 (fotografia usurpada à Rita e profanada por mim).

5 de junho de 2008

memory album




Chegar.
A casa de Palatine. As primas. As amigas da prima. As amigas e os amigos da prima. Um jantar, uma festa. Mercados, lojas, museus, exposições. Os livros e as várias faces do design chinês contemporâneo. Os 100 anos do plástico. E mais, muito mais. O eterno céu cinzento e a chuva teimosa. As pessoas coloridas, mascaradas, aperaltadas. A Super Bock na Favela (chic)! O dub da Fabric. Os parques. Os cemitérios de pedras desalinhadas. Church Street. Angel Street. Candid Arts Trust. O café, o cheesecake. Um salto à Tate Modern, o fim-de-semana era longo. O cabaret do Bistrotheque (não fiques triste ;). Regent Canal, um local sem mapas. Broadway Market. O sushi rotativo e o único café bom. Um autocarro de borla! The Shakespeare, com pizzas, sem quiz. Uma intenção de um Sonho num noite de Verão. O champanhe, o vinho e um Cosmopolitan. E o sorriso grande da prima. Ali ao lado, as ruas do Dickens. A animação nocturna em Shoreditch e no Soho. Brindes com champanhe, ao entardecer, junto ao Tamisa. Brindes à prima, no seu sítio de eleição. Vinte e dois metros de tecido e um de plástico. Uma grande caminhada a pé.
A casa de Palatine. Voltar.
Obrigada!



e vice-versa



(o primeiro saco reversível ;)