10 de setembro de 2008

preparativos


Apesar de já estar em aulas há uma semana, aquelas que pedem cadernos só começam daqui a uns dias. E este ano (o último do básico!) a opção foi comprar cadernos de capas pretas para personalizar. Ou seja, instalou-se o caos na secretária dela.
A ideia original era aproveitar as agendas culturais ou outros papéis de desperdício mas ela preferiu usar (parcialmente) impressões de imagens fofinhas da internet. ...oh mãe, já sabes que não resisto!
Cortados, colados e até pintados, os cadernos estão quase prontos a serem estreados. E a secretária por arrumar...

mondeguinho*


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(e a fotografia da praxe)

flores minhas





Bordar flores parece gosto comum nas mulheres da minha família. Já eu devo ter herdado, de ambos os lados, o alelo recessivo... Não sei bordar assim, nunca quis aprender. Às vezes experimento mas só se não se puder ver o avesso.
De certo modo, esta minha inabilidade torna estas peças ainda mais bonitas.

9 de setembro de 2008

merenda à portuguesa



(broa de milho amarelo cozida em forno de lenha, chouriça de porco bísaro, maçãs bravo de Esmolfe e azeite virgem extra, obtido directamente da azeitona unicamente por processos mecânicos; tesouros vindos da 10ª Feira de Gastronomia de Vila do Conde)

8 de setembro de 2008

querido mês de agosto



Não sou suficientemente objectiva para poder avaliar de forma crítica os filmes que vou vendo. Neste caso, essa tarefa torna-se impossível. O último filme de Miguel Gomes, Aquele Querido Mês de Agosto, é integralmente filmado na Serra do Açor, a serra que por ser minha é a mais bonita de todas as serras (mesmo vista de longe).
Falta Avô, porque o realizador é de Arganil e tinha Coja mesmo ali ao lado. Mas está lá o rio Alva. E a Fraga da Pena, as aldeias perdidas na serra, o Colcurinho, a Mata da Margaraça, as romarias e os bailaricos das "festas puras", como lhes chamava o primo Z.V. nos Agostos em que as visitávamos todas.

Embora tenha gostado do conjunto como exercício de cinema, o filme vale sobretudo pela parte documental. Os bastidores do Rádio Clube e da Comarca, as aventuras do Paulo Moleiro, as histórias do Sr. Agostinho, corrigidas pela sua discreta mas atenta esposa, as curas milagrosas ao cruzar de andores, ...

lusco-fusco


(praia da Cortegaça)

7 de setembro de 2008

antes desta semana






Foi um bom fim-de-semana.
As tardes na bonita praia do Poço da Cruz. A noite no pequeno enclave familiar na praia de Mira, um jogo, seis jogadores e dois campeões.

Foi uma boa maneira de entrar numa semana que antevê uma nova rotina.

a minha pegada é mais bonita do que a tua

6 de setembro de 2008

usar uma cinta "pompadour" é ter vinte anos tôda a vida

"Eis o elixir da juventude eterna! Eis o segredo de certas mulheres invejadas, que passam através de tôdas as tempestades da vida - eternamente novas e elegantes! Só a CINTA POMPADOUR vence o tempo e a velhice!"
























Anúncio publicitário da espartilharia A Pompadour, ilustrado por Maria Keil nos anos 40 (fonte).


94 anos de arte e combate, com uma simplicidade desarmante. Uma singela homenagem a Maria Keil no novo cabeçalho do 12 moradas de silêncio.

5 de setembro de 2008

uma casa na praia


(nesta praia, a melhor descoberta das férias)

azul, entre céu e mar



Num dia cinzento, refrescamos a memória com as cores das férias. O azul sempre presente, os dourados dos pores-do-sol.

A surpresa de encontrar praias quase desertas, ali ao lado das enchentes de um Allgarve rendido a um outro turismo, aparentemente alheio às belezas naturais da costa. Há mais Algarve que gostava de conhecer, talvez num futuro próximo.




O outro lado: o urbanismo dentro da área do Parque e a falta de educação.

3 de setembro de 2008

postal de aniversário



Foi assim este ano. Um dia no Verão. Para compensar os que se perderam nos intervalos entre palavras à distância. Ou que não chegámos a trocar. Um dia para voltar a ser menina. -Sabes que só contigo sou menina? É aquele nosso canto, onde não disparatamos, somos só cúmplices.

No Outono dou-te um beijo. Um beijo a sério. Não destes, que se deixam levar pelos cabos e satélites.

Parabéns, meu querido!